O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Saiba o que é mpox doença, principais sintomas, como ocorre o contágio, causas e opções de tratamento e prevenção para se proteger.

Sumário

A mpox doença, também conhecida como varíola dos macacos, tem ganhado destaque nos últimos anos devido aos surtos em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Mas o que é mpox doença exatamente? Trata-se de uma infecção viral zoonótica causada pelo vírus monkeypox (MPXV), pertencente à família Orthopoxvirus, a mesma da varíola humana. Diferente de outras doenças semelhantes, como a catapora, a mpox se caracteriza por lesões na pele, febre e inchaço dos linfonodos, afetando principalmente populações vulneráveis. No contexto brasileiro, em 2026, foram registrados cerca de 88 a 90 casos confirmados até fevereiro, com a maioria evoluindo de forma benigna, sem óbitos em estados como Minas Gerais. Entender o que é mpox doença, seus sintomas, causas e tratamento é essencial para prevenção e controle da disseminação, especialmente em um cenário de novas variantes circulantes. Este artigo explora todos esses aspectos de forma detalhada, com base em fontes oficiais e atualizadas.

O Que É Mpox Doença?

O que é mpox doença? É uma zoonose viral, ou seja, transmitida de animais para humanos e, subsequentemente, entre pessoas. O agente etiológico é o vírus monkeypox (MPXV), um orthopoxvírus grande e envelopado, com DNA de fita dupla. Descoberto em 1958 em macacos capturados para pesquisa nos laboratórios de Copenhague, na Dinamarca, o primeiro caso humano foi relatado em 1970 na República Democrática do Congo. Historicamente endêmica na África Central e Ocidental, a mpox ganhou proporções globais a partir de 2022, com surtos em mais de 100 países não endêmicos.

O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Existem dois clados principais do vírus: Clado I (mais grave, subdividido em Ia e Ib, com maior mortalidade) e Clado II (menos severo, como o IIb responsável pelo surto de 2022). No Brasil, os casos de 2026 estão associados principalmente a variantes do Clado IIb, com evolução benigna na população geral. A doença não é tão contagiosa quanto a COVID-19 ou sarampo, mas requer vigilância devido ao potencial de complicações em grupos de risco, como imunossuprimidos (pessoas com HIV, em quimioterapia), gestantes, crianças e recém-nascidos.

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A importância de compreender o que é mpox doença reside na sua semelhança com outras exantemas, o que pode levar a diagnósticos errôneos. Diferencia-se da varíola pela presença de linfadenopatia (aumento de gânglios linfáticos) e da catapora pela ausência de prurido intenso inicial. Segundo o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença de notificação compulsória no Brasil, monitorada pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Sintomas da Mpox Doença

Os sintomas da mpox doença surgem após um período de incubação médio de 6 a 13 dias, variando de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias em alguns casos. O quadro clínico inicia com fase prodrômica, durando 1 a 5 dias, caracterizada por febre alta (acima de 38°C), calafrios, mal-estar intenso, dor de cabeça, dores musculares (mialgias), fadiga extrema e linfadenopatia generalizada ou localizada (ínguas no pescoço, axilas ou virilhas). Essa linfadenopatia é um marcador diferencial chave para o que é mpox doença, ausente na maioria das infecções por herpesvírus como varicela-zoster.

Em 1 a 3 dias após o início da febre, surge a erupção cutânea, o sintoma mais icônico. As lesões começam como máculas (manchas planas), evoluindo para pápulas (elevadas), vesículas (bolhas com líquido claro), pústulas (bolhas com pus) e, finalmente, crostas endurecidas. Podem ser dolorosas e concentrar-se em áreas genital, perianal, perioral ou tronco, com disseminação pelo corpo em casos graves. O rash pode atingir centenas de lesões, e sua cicatrização marca o fim da transmissibilidade, geralmente em 2 a 4 semanas.

O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Outros sintomas incluem dor de garganta, tosse, náuseas, vômitos e diarreia. Em casos atípicos, observam-se lesões apenas anogenitais sem rash disseminado. Complicações ocorrem em 10-15% dos casos, como infecções bacterianas secundárias (devido a coçar lesões), pneumonia, encefalite, miopericardite ou queratite ocular, mais comuns em imunossuprimidos.

Estágio da Lesão CutâneaDescriçãoDuração AproximadaTransmissibilidade
MáculaMancha vermelha plana na pele1-2 diasBaixa
PápulaLesão elevada sólida1-2 diasModerada
VesículaBolha com líquido claro1-2 diasAlta
PústulaBolha com pus leitoso5-7 diasMuito alta
CrostaCasca seca e endurecida7-14 diasAté cair completamente

Essa tabela resume a evolução clássica das lesões na mpox doença, auxiliando na identificação temporal.

Causas e Transmissão da Mpox

As causas da mpox doença radicam no vírus MPXV, reservatório principal em roedores africanos como ratos-de-gambá e esquilos. Humanos infectam-se por contato com animais infectados (mordidas, arranhões, consumo de carne mal cozida) ou, predominantemente em surtos atuais, por transmissão interpessoal.

A transmissão ocorre via contato próximo prolongado: direto com lesões infecciosas, fluidos corporais (pus, saliva, sêmen), gotículas respiratórias em conversas face a face, ou fômites (objetos contaminados como roupas, toalhas). Atividades sexuais íntimas são rotas comuns no surto de 2022-2026, mas não é classificada como IST exclusiva. A infectividade inicia nos primeiros sintomas e persiste até a descamação completa das crostas (3 semanas). Não há evidências robustas de transmissão assintomática ou vertical (mãe-feto) generalizada, embora possível.

Fatores de risco incluem viagens a áreas endêmicas, contato com casos importados e redes sociais de alto risco. No Brasil, os casos de 2026 concentram-se em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, ligados a transmissão comunitária. Para mais detalhes sobre o cenário atual, consulte o site oficial do Ministério da Saúde.

O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Diagnóstico da Mpox Doença

O diagnóstico de o que é mpox doença combina clínica, epidemiologia e laboratório. Suspeita-se por rash sugestivo + febre + linfadenopatia em pacientes com histórico de contato. Confirmação por PCR em tempo real de swab de lesões (preferencial), ou sorologia/sequenciamento genético. Diferencial inclui sífilis, herpes, catapora e sarampo.

A UFRJ destaca em seu relatório recente que, no Brasil de 2026, o diagnóstico precoce evitou surtos maiores, com testes disponíveis em laboratórios sentinelas: Conexão UFRJ sobre mpox no Brasil.

Tratamento da Mpox Doença

O tratamento da mpox doença é majoritariamente sintomático e de suporte, pois a maioria (90-95%) resolve espontaneamente em 2-4 semanas. Medidas incluem:

  • Analgésicos e antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno) para febre e dor.
  • Hidratação oral ou intravenosa.
  • Cuidados com lesões: limpeza com água e sabão neutro, curativos oclusivos para evitar superinfecção bacteriana (evitar estourar bolhas).
  • Isolamento domiciliar até crostas caírem, com higiene rigorosa.

Em casos graves (baixa imunidade, complicações), usa-se antivirais como tecovirimat (TPOXX, aprovado pela Anvisa sob protocolo do Ministério da Saúde), cidofovir ou vaccinia imunoglobulina. Internação para suporte ventilatório ou antibióticos em infecções secundárias. Mortalidade varia de 0,1% (Clado IIb) a 10% (Clado I em África), influenciada por acesso à saúde.

O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Prevenção da Mpox Doença

Prevenir o que é mpox doença envolve medidas comportamentais e farmacológicas. Evite contato físico com suspeitos: use EPIs (máscara N95, luvas, óculos, avental). Não compartilhe objetos pessoais; lave mãos frequentemente. Em surtos, abstenha-se de sexo casual com múltiplos parceiros.

Vacinação: Vacinas contra varíola (Jynneos/Imvanex ou ACAM2000) conferem 85% de proteção cruzada. No Brasil, não há campanha de massa em 2026, mas prioriza-se grupos de risco (profissionais de saúde, contatos próximos). Isolamento de casos e rastreamento de contatos são pilares do controle.

Situação Epidemiológica no Brasil em 2026

Em 2026, o Brasil registra 88-90 casos confirmados até fevereiro, com distribuição em São Paulo (maior número), Minas Gerais (5 casos, todos benignos) e outros estados. Nova cepa Clado Ib preocupa, mas evolução é leve na população geral. Sem mortes reportadas amplamente, foco em vigilância ativa.

Conclusão

Compreender o que é mpox doença – seus sintomas prodrômicos, rash evolutivo, transmissão por contato e tratamento de suporte – é crucial para mitigar impactos. No Brasil de 2026, a doença permanece controlável com medidas simples, mas exige atenção a vulneráveis. Fique atento a atualizações oficiais, promova higiene e evite estigmas. Com prevenção proativa, surtos como o atual podem ser contidos, protegendo a saúde pública coletiva.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Mpox. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/mpox
  2. UFRJ. Mpox no Brasil: cenário atual e principais informações sobre a doença. Disponível em: https://conexao.ufrj.br/2026/02/mpox-no-brasil-cenario-atual-e-principais-informacoes-sobre-a-doenca/
  3. Agência Brasil. Brasil registra 88 casos de mpox em 2026; saiba como evitar doença. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-02/brasil-registra-88-casos-de-mpox-em-2026-saiba-como-evitar-doenca
  4. Saúde Américas. Nova cepa vírus mpox. Disponível em: https://www.saudeamericas.com.br/post/nova-cepa-virus-mpox/
  5. Saúde Abril. Mpox: casos, nova variante, sintomas. Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/mpox-casos-nova-variante-sintomas/
  6. G1. Minas Gerais confirma quinto caso de mpox em 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/02/26/minas-gerais-confirma-quinto-caso-de-mpox-em-2026.ghtml
  7. Brasil Escola. Mpox no Brasil: o que é, doença, sintomas, transmissão. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/noticias/mpox-brasil-o-que-e-doenca-sintomas-transmissao/3132876.html
  8. Organização Mundial da Saúde (OMS). Mpox Fact Sheet.

(Palavras totais: 1923)

O Que É Mpox Doença: Sintomas, Causas e Tratamento

Perguntas Frequentes

O que é mpox (doença) e por que mudou de nome?

Mpox é uma doença viral causada por vírus do gênero Orthopoxvirus, semelhante ao vírus da varíola e conhecida anteriormente como monkeypox. O nome foi atualizado para mpox para reduzir estigmas e evitar associações incorretas com animais ou regiões específicas. A doença pode variar de leve a grave, com sintomas que incluem febre, calafrios, dor e erupções na pele. Embora frequentemente autolimitada, pode causar complicações em pessoas vulneráveis, como crianças, gestantes ou imunossuprimidos. A identificação precoce e medidas de controle são fundamentais para limitar transmissão e permitir tratamento adequado quando necessário.

Quais são os sintomas mais comuns da mpox?

Os sintomas típicos incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar geral e aumento dos gânglios linfáticos. Após alguns dias, surge uma erupção cutânea que evolui de manchas para pústulas e crostas, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, incluindo rosto, mãos, tronco e região genital. As lesões costumam ser dolorosas ou pruriginosas. Em muitos casos, a doença se resolve em semanas, mas a intensidade dos sintomas varia. Complicações como infecções secundárias, pneumonia ou inflamação ocular podem ocorrer em casos graves.

Como o mpox é transmitido de uma pessoa para outra?

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais, ou materiais contaminados, como roupas e lençóis. Também pode ocorrer por gotículas respiratórias em contato muito próximo e prolongado, embora não seja tão contagioso pelo ar quanto doenças como o sarampo. Relações sexuais ou contato íntimo com lesões aumentam o risco. A transmissão de animais para humanos acontece em áreas endêmicas por meio de mordidas ou contato com animais infectados. Medidas de proteção e isolamento de casos são importantes para interromper cadeias de transmissão.

Qual é o período de incubação e quando uma pessoa infectada é contagiosa?

O período de incubação do mpox costuma variar entre 5 e 21 dias, com média entre 7 e 14 dias. Uma pessoa geralmente se torna contagiosa a partir do aparecimento dos sintomas, principalmente quando surgem as lesões cutâneas, que contêm altas cargas virais. As lesões permanecem potencialmente infectantes até que todas as crostas caiam e a pele esteja cicatrizada. A possibilidade de transmissão antes do aparecimento de sintomas é menos provável, mas investigações epidemiológicas continuam avaliando essa questão.

Como é feito o diagnóstico de mpox?

O diagnóstico baseia-se em suspeita clínica apoiada por testes laboratoriais. O método mais confiável é a reação em cadeia da polimerase (PCR) realizada em amostras coletadas das lesões cutâneas, como swabs de pústulas ou crostas. Exames sorológicos têm utilidade limitada, principalmente em populações previamente vacinadas contra varíola. É importante diferenciar o mpox de outras condições com erupções cutâneas, como catapora, herpes ou sífilis. O profissional de saúde também investigará histórico de exposição e fatores de risco para confirmar o diagnóstico.

Existe tratamento específico para mpox e quais são as recomendações?

Na maioria dos casos, o tratamento é de suporte: controle da dor, hidratação, cuidados com as lesões para evitar infecções secundárias e monitoramento de complicações. Em casos graves ou em indivíduos de risco, antivirais como o tecovirimat podem ser indicados conforme protocolos locais. Imunoglobulina derivada de vaccínia e antivirais alternativos podem ser considerados em situações específicas. Hospitalização é indicada quando há complicações sérias. Decisões terapêuticas devem ser tomadas por médicos com base na gravidade, comorbidades e disponibilidade de medicamentos.

Como prevenir a infecção por mpox e quais vacinas existem?

A prevenção inclui evitar contato próximo com pessoas infectadas, uso de equipamentos de proteção por profissionais de saúde, higiene das mãos e desinfecção de superfícies e objetos potencialmente contaminados. Relações sexuais seguras e redução de parceiros durante surtos também diminuem risco. Existem vacinas originalmente desenvolvidas contra a varíola que protegem contra mpox; vacinas de nova geração, como a vacina não replicante baseada em vaccínia (por exemplo, JYNNEOS/Imvanex), são recomendadas para grupos de risco e contatos próximos em algumas situações. Programas de vacinação devem seguir orientações das autoridades de saúde.

Quando devo procurar atendimento médico e qual é o prognóstico da doença?

Procure atendimento se tiver febre seguida de erupção cutânea, lesões na região genital, ou se souber que teve contato com alguém diagnosticado com mpox. Busque imediatamente se houver sintomas intensos, desidratação, dor intensa, alterações respiratórias, visão comprometida, gravidez ou imunossupressão. O prognóstico é geralmente favorável para a maioria das pessoas saudáveis, com recuperação em semanas, mas complicações podem ocorrer e algumas pessoas podem necessitar de tratamento hospitalar. Seguir orientações médicas e medidas de isolamento ajuda a reduzir riscos e acelerar a recuperação.

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Stéfano Barcellos

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